Hoje não são nem três, só duas estações. Então é preciso correr, como os alemães. Vamos lá.
Eu deixo um velhinho de bengala entrar na minha frente e abro o primeiro sorriso do dia. Ele não sorri de volta. O céu está nublado e parece que as pessoas também.
Do meu canto, vejo: uma cabeleira vermelha, daquelas que só as mulheres aqui sabem usar; gente idosa, muita gente idosa; alguns garotos, provavelmente da universidade, é de lá que vem o metrô.
No banco da frente, uma mulher de cabelos grisalhos com uma expressão de felicidade no rosto. Ao lado dela, um garotão carrancudo de cabelos longos.
E o fundo musical disso tudo? Titãs. Desejo, necessidade, vontade.
O que isso tudo quer dizer, eu ainda não sei. O tempo é pouco pra pensar, o tempo sempre é pouco na Alemanha. E isso sim daria o que pensar.
sexta-feira, 16 de novembro de 2007
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
Começando
Esse blog começou agora e ainda não tem muito pra oferecer. Mas vem mais coisa por aí. Aguardem.
10/9/07
Hoje, todo mundo de preto no metrô, eu inclusive. O céu ficou cinza, a chuva veio pra ficar. E é como se as pessoas só estivessem esperando por isso para se sentirem novamente à vontade, às escuras. Eu entro na onda, mas sinto falta do sol na pele. Quando salto no centro e subo as escadas rolantes com o resto da multidão, vejo um raiozinho de sol se espremendo entre as nuvens e ele vem cair no meu ombro, esquentando o corpo sob o casaco preto. Alguém me mandou uma lembrança lá das nuvens e o dia começou molhado, mas promete.
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